Orçamento de R$ 20 bilhões de Rondônia para 2027 não mostra quanto irá para hospitais, escolas e rodovias, aponta análise
Proposta prevê alta de 9,62%, mas faltam quadros consolidados por área; folha consome 51,6% da receita corrente líquida e o estado ainda tem R$ 5,7 bilhões em dívida
Resumo: Uma análise do Rondoniaovivo aponta que o orçamento estimado em R$ 20,44 bilhões para 2027 não traz, de forma consolidada, quanto será investido em saúde, educação, segurança e infraestrutura, e pede esclarecimentos à Sepog e à Sefin.
EUIDEAL – O maior orçamento da história de Rondônia ainda deixa uma pergunta sem resposta clara: onde o dinheiro será aplicado. A proposta para 2027, estimada em R$ 20,44 bilhões, prevê crescimento nominal de 9,62% sobre 2026. Segundo análise publicada pelo Rondoniaovivo, porém, a documentação consultada não traz um quadro consolidado que mostre quanto irá para hospitais, reformas escolares, segurança pública e recuperação de rodovias.
O texto ressalva que esses dados podem existir nos demonstrativos técnicos, mas defende que precisam ser reunidos e explicados ao público. A crítica é do veículo, e não de uma fonte nomeada.
Os números citados
- Orçamento 2027: R$ 20,44 bilhões (alta nominal de 9,62%).
- Pessoal e encargos: R$ 8,96 bilhões, cerca de 51,6% da receita corrente líquida de R$ 17,36 bilhões (LDO 2027).
- Dívida consolidada: cerca de R$ 5,7 bilhões no 2º quadrimestre de 2026.
- Dívida líquida: negativa em cerca de R$ 459,8 milhões (-2,65% da RCL), longe do limite de 200% fixado pelo Senado.
- Propag: economia estimada pelo Executivo de mais de R$ 11 bilhões ao longo do refinanciamento da dívida do antigo Beron.
Folha e despesas obrigatórias
Parte relevante da receita já tem destino certo: folha de pessoal, previdência, contratos de manutenção, transferências constitucionais aos municípios, repasses aos Poderes e compromissos financeiros. Para o texto, isso reduz a margem para novos investimentos e torna essencial saber qual a capacidade de investir com recursos próprios.
Dívida e Propag
Os indicadores de endividamento são considerados favoráveis, e Rondônia mantém nota Capag A+. Ainda assim, a análise lembra que isso “não significa ausência de compromissos financeiros” e que a economia de mais de R$ 11 bilhões com o Propag é projeção acumulada ao longo do refinanciamento, e não dinheiro disponível em 2027. O texto quer saber quanto será efetivamente pago no ano e quanto a renegociação reduz os desembolsos anuais.
O que a análise pede à Sepog e à Sefin
- Saúde, separando custeio e novos investimentos.
- Educação e reforma de escolas.
- Segurança pública.
- Recuperação de rodovias, pontes e estradas vicinais.
- Agricultura, habitação, saneamento e assistência social.
- Pessoal, previdência, manutenção administrativa, juros e amortizações.
- Dependência de transferências federais, convênios e operações de crédito.
- Investimentos já contratados e os que dependem de licitação ou novas decisões.
Quem vai executar
A proposta foi elaborada pela atual gestão e será executada por Marcos Rogério, que assume em janeiro. Ela está na Assembleia Legislativa, em análise na Comissão de Finanças, Economia, Tributação, Orçamento e Organização Administrativa. O texto lembra que aprovar o orçamento não garante a execução dos investimentos, o que exige acompanhar empenho, liquidação e pagamento ao longo de 2027, além de verificar quais despesas já estão comprometidas.










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