Os economistas do mercado financeiro realizaram fortes ajustes nas expectativas para a inflação, a taxa de juros e o crescimento da economia após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de outubro. As informações foram divulgadas no Boletim Focus pelo Banco Central nesta terça-feira (3), com base em pesquisa feita na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
Para o ano de 2026, a estimativa do mercado financeiro para o IPCA cresceu de 5,19% para 5,22%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 3 de junho. As projeções para os anos seguintes também subiram, passando para 4,76% em 2027, 4% em 2028 e 3,98% em 2029.
Projeções para o Produto Interno Bruto
Para o crescimento do Produto Interno Bruto deste ano, o mercado financeiro reduziu a estimativa de 1,80% para 1,76% na semana passada, conforme dados do Banco Central. Em 2025, o PIB cresceu 2,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
As estimativas para os anos seguintes também foram revisadas para baixo pelos analistas consultados. A projeção de crescimento do PIB caiu para 1,20% em 2027 e recuou para 1,80% em 2028.
Expectativas para a taxa Selic
A estimativa do mercado financeiro para a taxa Selic ao fim de 2026 subiu de 13,25% para 13,50% ao ano, conforme o levantamento do Banco Central. Atualmente, a taxa básica de juros da economia está em 13,75% ao ano.
As projeções para o encerramento dos anos seguintes também avançaram para 12,5% ao ano em 2027, 11% ao ano em 2028 e 10,25% ao ano em 2029.
Previsões para a taxa de câmbio
O mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,05 para R$ 5,34 por dólar, de acordo com o relatório do Banco Central. Para os encerramentos de 2027, 2028 e 2029, as projeções passaram para R$ 5,40, R$ 5,40 e R$ 5,45 por dólar, respectivamente.













