PF e Ibama inutilizam dragas de garimpo ilegal de mais de R$ 4 milhões cada no Rio Madeira, acima da Usina de Jirau
Segunda fase da Operação Nêmesis apreendeu armas, mercúrio e equipamentos de queima de amálgama; investigação busca quem financia o garimpo e quem compra o ouro
Resumo: A Polícia Federal e o Ibama realizaram na sexta-feira (30) a segunda fase da Operação Nêmesis contra o garimpo ilegal no Rio Madeira, em Porto Velho. Dragas avaliadas em mais de R$ 4 milhões cada, que funcionavam sem autorização cerca de 27 quilômetros acima da barragem da Usina de Jirau, foram inutilizadas. Os agentes apreenderam armas de fogo, mercúrio metálico e equipamentos usados para queimar amálgama. Ninguém foi preso.
EUIDEAL – O garimpo ilegal no Rio Madeira foi alvo de uma nova ofensiva da Polícia Federal e do Ibama. Na sexta-feira (30), a segunda fase da Operação Nêmesis inutilizou dragas avaliadas em mais de R$ 4 milhões cada que atuavam sem autorização em um trecho do rio cerca de 27 quilômetros acima da barragem da Usina de Jirau, em Porto Velho.
Para localizar as embarcações, a PF cruzou a posição das dragas com os registros da Agência Nacional de Mineração (ANM). Segundo a investigação, imagens de satélite mostram a concentração de dragas na área irregular desde abril de 2025, com alterações visíveis nas margens do rio.
Por que as dragas foram destruídas
Como não havia como rebocar nem guardar as dragas com segurança, elas foram inutilizadas no próprio local, como permite o artigo 111 do Decreto nº 6.514/2008, que trata de infrações ambientais. Antes disso, os agentes retiraram o mercúrio metálico e outras substâncias perigosas a bordo.
Também foram apreendidas armas de fogo e equipamentos usados para queimar o amálgama, mistura de ouro e mercúrio. Não houve prisões.
Operação Nêmesis – 2ª fase
- Quando: sexta-feira (30).
- Quem: Polícia Federal e Ibama.
- Onde: Rio Madeira, cerca de 27 km acima da barragem da Usina de Jirau, em Porto Velho.
- Dragas: avaliadas em mais de R$ 4 milhões cada, inutilizadas no local.
- Apreensões: armas de fogo, mercúrio metálico e equipamentos de queima de amálgama.
- Prisões: nenhuma.
Mercúrio no peixe e no prato
O uso de mercúrio no garimpo de ouro fora de atividade licenciada é proibido pelo Decreto nº 97.507/1989 e restringido pela Convenção de Minamata, tratado internacional promulgado no Brasil pelo Decreto nº 9.470/2018.
O metal pode contaminar a água e o ar e se acumular nos peixes, colocando em risco ribeirinhos e povos indígenas que dependem do rio para se alimentar. Além disso, a extração de ouro no leito do rio provoca assoreamento e destruição das margens.
Quem está por trás
A investigação continua. A PF busca identificar quem financia o garimpo ilegal, organiza a logística, fornece o mercúrio e outros materiais e compra o ouro extraído de forma irregular.










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