Entenda a crise do Ueno Bank, no Paraguai: banco fechado, dirigentes detidos e Banco Central sem quórum

Entenda a crise do Ueno Bank, no Paraguai: banco fechado, dirigentes detidos e Banco Central sem quórum

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Entenda a crise do Ueno Bank, no Paraguai: banco fechado, dirigentes detidos e Banco Central sem quórum

Cerca de 2,9 milhões de clientes estão sem acesso às contas. Senado aprovou proposta para antecipar pagamento a depositantes, e a Justiça determinou o bloqueio de bens ligados ao grupo.

Eu Ideal – Com informações do Conexão Política

Foto: Wikipedia

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O que você precisa saber

  • O fechamento do Ueno Bank, no Paraguai, deixou cerca de 2,9 milhões de clientes sem acesso às contas.
  • O Ministério Público ordenou a detenção de oito dirigentes, que se apresentaram e estão sob custódia.
  • A Justiça determinou o embargo preventivo de bens até o limite de US$ 70 milhões.
  • O presidente do Banco Central paraguaio renunciou, e a diretoria ficou sem quórum para deliberar.

O fechamento do Ueno Bank abriu no Paraguai uma crise que atinge ao mesmo tempo o sistema financeiro, a Justiça e a própria autoridade monetária do país. Além de deixar cerca de 2,9 milhões de clientes sem acesso aos recursos, o caso levou à detenção de dirigentes do banco e à saída de integrantes do comando do Banco Central.

Dirigentes sob custódia

O Ministério Público ordenou a detenção de oito dirigentes da instituição, entre eles Federico Miguel Vázquez Villasanti, apontado como beneficiário final do banco. Todos se apresentaram às autoridades e permanecem sob custódia.

A investigação apura suspeitas de lesão de confiança e outros delitos. As detenções, porém, não significam condenação, e os investigados ainda poderão se defender.

Bens bloqueados

A Justiça determinou o embargo preventivo de bens e contas de executivos e de empresas ligadas ao grupo, com limite de US$ 70 milhões, o equivalente a mais de 1,6 trilhão de guaranis. O objetivo é preservar patrimônio enquanto o caso é investigado.

O uso desses valores para pagar credores, no entanto, dependerá dos procedimentos judiciais e da definição de responsabilidades.

Banco Central sem quórum

A crise também chegou ao órgão que supervisiona o setor. O presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, renunciou, e os diretores Carmen Marín e Marco Aurelio González também deixaram os cargos.

Com apenas dois integrantes, o diretório ficou sem quórum para tomar decisões. Isso exige a recomposição da própria autoridade responsável por conduzir a resolução do caso.

Proteção aos correntistas

Para tentar tranquilizar os depositantes, o Senado aprovou uma proposta que antecipa, em até 24 horas, o pagamento de até 40 salários mínimos por cliente. O limite equivale a cerca de 121 milhões de guaranis, ou US$ 20 mil. A estimativa é que a medida alcance a maior parte dos correntistas.

Ficha do caso

  • Banco: Ueno Bank (Paraguai)
  • Clientes sem acesso: cerca de 2,9 milhões
  • Dirigentes detidos: 8, todos sob custódia após se apresentarem
  • Bens embargados: até US$ 70 milhões (mais de 1,6 trilhão de guaranis)
  • Proposta aprovada no Senado: pagamento em até 24 horas de até 40 salários mínimos (cerca de US$ 20 mil)
  • Banco Central: presidente e dois diretores deixaram os cargos, e a diretoria ficou sem quórum

Nota da redação

As detenções têm caráter investigativo e não representam condenação. A proposta aprovada pelo Senado paraguaio depende de seguir os trâmites legais, e os valores em dólar e guarani são aproximados e podem variar conforme o câmbio. O caso ocorre no Paraguai e não envolve instituições financeiras brasileiras.

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