Porto Velho tem 64,51% de cobertura estimada na atenção primária, a menor entre as capitais do Norte com dados divulgados em ranking nacional
Levantamento do Centro de Liderança Pública mostra Bragança (PA) com 170,41% no topo da região; indicador mede capacidade das equipes, não a qualidade do atendimento
Resumo: No Ranking de Competitividade dos Municípios 2026, do CLP, Porto Velho aparece com cobertura estimada de 64,51% da atenção primária à saúde, abaixo de Manaus, Belém, Rio Branco e Palmas, entre as capitais com percentuais divulgados.
EUIDEAL – A capital de Rondônia ficou longe do topo no indicador de cobertura da atenção primária à saúde. Segundo a 7ª edição do Ranking de Competitividade dos Municípios, do Centro de Liderança Pública (CLP), Porto Velho tem cobertura estimada de 64,51%, o menor percentual entre as capitais da Região Norte cujos números foram divulgados.
O recorte vem de dados de 2025 do sistema e-Gestor Atenção Primária à Saúde, ligado ao Ministério da Saúde, com pesquisa técnica da Gove.
Cobertura estimada da atenção primária no Norte
- Bragança (PA): 170,41%, líder regional e 3ª do país.
- Cruzeiro do Sul (AC): 158,32%, 2ª na região e 7ª no país.
- Gurupi (TO): 136,75%.
- Paragominas (PA): 134,85%.
- Marituba (PA): 119,39%.
- Palmas (TO): 93,14%, 19ª na região.
- Santarém (PA): 92,19%.
- Rio Branco (AC): 90,95%, 22ª na região e 172ª no país.
- Belém (PA): 81,56%.
- Manaus (AM): 65,67%.
- Porto Velho (RO): 64,51%.
Como Porto Velho se compara
A cobertura da capital rondoniense é cerca de 1,2 ponto percentual menor que a de Manaus, 26,4 pontos menor que a de Rio Branco e 28,6 pontos menor que a de Palmas. Boa Vista e Macapá também aparecem à frente de Rio Branco, mas as fontes não informam seus percentuais. A posição regional e nacional de Porto Velho não foi divulgada nas fontes consultadas.
O que o indicador mede
O índice estima a proporção de pessoas potencialmente atendidas pelas equipes de atenção primária, incluindo as cofinanciadas pelo Ministério da Saúde e as mantidas com recursos de estados e municípios. Percentuais acima de 100% não significam que toda a população foi atendida nem que há mais moradores do que o registrado: são estimativas de cobertura potencial, calculadas pela capacidade das equipes em relação à população considerada.
O indicador não avalia a qualidade do atendimento, o tempo de espera ou a satisfação dos usuários. Ele integra o pilar Acesso à Saúde, que responde por 5,1% da pontuação geral do ranking, dentro da dimensão Sociedade.










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