A segurança dos estudantes de Ariquemes voltou ao centro do debate público após um relato feito pela vereadora Rafaela do Batista nesta semana. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar expôs a logística considerada arriscada imposta a crianças, adolescentes e pais que residem na região do Mutirão e em bairros adjacentes.
Segundo a exposição dos fatos, embora o bairro conte com a Escola Municipal Pedro Louback, os alunos estão sendo alocados para estudar no bairro Marechal Rondon. A medida obriga alunos e pais a percorrerem um trajeto de mais de dois quilômetros diariamente, cruzando rodovias de tráfego intenso e pesado.
No vídeo gravado in loco, Rafaela do Batista percorre os dois únicos caminhos disponíveis para os estudantes e classifica a situação como um “absurdo”.
“Imagine você morar no bairro Mutirão ou nos bairros próximos e os alunos terem que estudar no bairro Marechal Rondon. Ariquemes, venha comigo e veja o tamanho do absurdo”, declarou Rafaela.
O que diz a Lei Federal
A vereadora reforça que a atual gestão estaria descumprindo leis federais e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação é clara ao determinar que o Poder Público deve garantir que o aluno estude próximo à sua residência, justamente para evitar a exposição a estradas isoladas ou rodovias de grande fluxo.
Para os moradores, a educação não pode ser desassociada da segurança. A obrigatoriedade de estudar em um bairro distante, sem o suporte de um ônibus escolar, fere o direito básico de acesso à escola de forma segura.
Travessia perigosa e falta de transporte
O ponto mais sensível do vídeo é a travessia diária das rodovias federais BR-364 e BR-421. Segundo os pais, a Prefeitura não disponibiliza transporte escolar para os alunos que precisam fazer esse deslocamento diário, o que é considerado uma negligência básica no sistema de ensino municipal.
O trajeto, que supera dois quilômetros, é feito muitas vezes pelo acostamento ou por vias isoladas. O medo da comunidade é fundamentado em um histórico trágico: essas rodovias já ceifaram a vida de vários alunos em anos anteriores.










