Drogas por ‘disque-entrega’ e rinhas de galo: Polícia Civil prende sete em operação em Rolim de Moura
Operação Quirinus cumpriu 21 mandados de busca; grupo vendia maconha, cocaína e crack com pagamento via Pix e, segundo a investigação, organizava apostas ilegais em brigas de galo
Resumo: A Polícia Civil de Rondônia deflagrou a Operação Quirinus contra um grupo suspeito de controlar o tráfico de drogas em Rolim de Moura por meio de um serviço de “disque-entrega”. Sete pessoas tiveram a prisão preventiva cumprida e 21 mandados de busca e apreensão foram executados. Outras dez pessoas, ligadas à organização de rinhas de galo e apostas ilegais, receberam medidas cautelares.
EUIDEAL – A Polícia Civil de Rondônia deflagrou, nesta semana, a Operação Quirinus para desarticular um grupo suspeito de comandar o tráfico de drogas em Rolim de Moura, na Zona da Mata do estado. De acordo com a investigação, os suspeitos mantinham um serviço de “disque-entrega” de entorpecentes e também estariam por trás da organização de rinhas de galo com apostas ilegais.
Ao todo, sete pessoas foram presas preventivamente e 21 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao grupo. Equipes da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) participaram das diligências.
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Pedido pelo celular, entrega na porta
Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionava como um delivery. Os pedidos e as entregas eram coordenados em tempo real, com fornecedores definidos e pagamentos feitos via Pix. O grupo vendia maconha, cocaína e crack.
A investigação identificou ainda uma segunda frente do tráfico, voltada ao abastecimento e à revenda de maconha em um ponto fixo de venda, a chamada “boca”, com comercialização direta ao consumidor final.
Durante as apurações, os policiais reuniram registros de vendas de drogas, imagens de armas de fogo e fotos de grandes quantidades de entorpecentes. De acordo com a polícia, as negociações ocorriam havia semanas, e o grupo acompanhava de perto a dinâmica da facção que atua na região.
Rinhas de galo e apostas
Além do tráfico, a operação mirou a organização de rinhas de galo e de apostas ilegais. Dez pessoas ligadas a essa atividade receberam medidas cautelares, entre elas a proibição de frequentar esse tipo de evento e de manter contato entre si.
A promoção de brigas entre animais é enquadrada como maus-tratos pela Lei de Crimes Ambientais, e o Supremo Tribunal Federal já declarou inconstitucionais leis estaduais que tentaram liberar as rinhas de galo.
Operação Quirinus em números
- 7 prisões preventivas cumpridas
- 21 mandados de busca e apreensão
- 10 pessoas com medidas cautelares por envolvimento em rinhas e apostas
- Drogas vendidas: maconha, cocaína e crack
- Pagamento: via Pix
- Pena somada: até 25 anos de prisão por tráfico e associação para o tráfico
O que pode acontecer
Os investigados ligados à rede de tráfico podem responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico, crimes cujas penas máximas somadas chegam a 25 anos de prisão. O material apreendido ainda passa por análise, e novas etapas da investigação não estão descartadas.











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