Uma confusão registrada nesta terça-feira na Câmara Municipal de Porto Velho envolveu o vereador Breno Mendes (Avante), o auto-intitulado ativista político Alex Sander da Silva Morong e um assessor parlamentar de 72 anos, que ficou ferido no rosto durante o tumulto.
Morong afirma ter sido agredido pelo vereador na presença de policiais militares. Breno Mendes nega a acusação e sustenta que o agressor teria sido o próprio ativista, a quem acusa de atacar seu assessor durante a discussão no Legislativo municipal.
Após o episódio, Breno Mendes informou ter solicitado à Justiça uma medida cautelar para impedir que Morong se aproxime dele. O vereador alega que vem sendo perseguido de forma insistente pelo ativista dentro da Câmara, o que, segundo ele, tem atrapalhado o exercício do mandato parlamentar.
De acordo com relatos ligados ao caso, Morong costuma acompanhar sessões no plenário, empunhar cartazes e gritar das galerias quando Breno Mendes tenta discursar. O ativista também é acusado de seguir o vereador pelos corredores da Câmara e provocar discussões durante atividades legislativas.
Na sessão desta terça-feira, a situação terminou em briga. Morong acusou Breno Mendes de agressão, enquanto o vereador afirmou que o ativista foi o responsável pelo confronto que deixou o assessor idoso ferido no rosto.
Morong também foi acusado de desacatar a procuradora do Legislativo municipal, Cristiane da Silva Pavin. Segundo a acusação, ele teria proferido ofensas contra a procuradora e mandado a servidora “à PQP” na presença de policiais militares.
A confusão desta terça-feira não foi o primeiro episódio envolvendo Morong em ambientes legislativos. Ele já bateu boca com o deputado estadual Jean Oliveira durante sessão da Assembleia Legislativa de Rondônia e também protagonizou outras discussões no plenário da Câmara Municipal de Porto Velho.
O caso deverá ser analisado pela Justiça a partir do pedido de medida cautelar apresentado por Breno Mendes.










